﻿<UNIDADE1><TITULO> Elaboração de Projetos </TITULO>
<TELA1><b>Contextualização do tema:</B>

Neste primeiro eixo do curso <b>Elaboração de Projetos</B>
 vamos estudar o conceito de projeto, fazendo um resgate histórico para conhecer suas características metodológicas e suas implicações nos processos de ensino e aprendizagem, principalmente quando se integra o uso das tecnologias e mídias.Mas, o que é projeto? É uma construção própria do ser humano que busca uma nova situação para satisfazer seus sonhos, seus ideais ou mesmo para responder às suas indagações no sentido de melhor compreendê-las.  Desenvolver projetos envolve antever ações necessárias para transformar uma problemática em uma situação desejada. <DESTAQUE>“....entende-se por projeto um modo de agir do ser humano que define quem ele pretende ser e como se lançar em busca de metas” (<BIBLIOGRAFIA1>MACHADO</BIBLIOGRAFIA1>, 2000).</DESTAQUE><BIBLIOGRAFIA1> MACHADO, N.J. Educação: projetos e valores. São Paulo: Escrituras, 2000. </BIBLIOGRAFIA1><SAIBAMAIS1>Saiba mais!</SAIBAMAIS1><SAIBAMAIS1>Leia o texto do Professor Nilson José Machado sobre “Projeto de Vida”. Texto disponível em: <LINK> versão on-line<URL>http://www.fm.usp.br/tutores/bom/bompt54.php</URL> </LINK> ou <LINK> local <URL>Eixo1-Texto1.pdf</URL></LINK></SAIBAMAIS1></TELA1>                  

<TELA2> <TITULO>Conceito de Projeto</TITULO>
A ideia de projeto é própria da atividade humana e de sua forma de pensar em algo que deseja tornar real. Projeto significa lançar para diante ( e traz ) a ideia de pensar uma realidade que ainda não aconteceu.  Isto implica antecipação de uma ação que envolve analisar o presente como fonte de possibilidades futuras.    A ideia de projeto faz parte da constituição do ser humano consciente de sua condição de incompletude de sujeito em constante busca de atingir seus objetivos e buscar respostas as suas questões.No processo de realização das ações, ocorrem imprevistos e mudanças se fazem necessárias, mostrando com isso que o projeto traz no seu bojo as ideias de previsão de futuro, abertura para mudanças, autonomia na tomada de decisão e flexibilidade. <DESTAQUE>“O projeto não é uma simples representação do futuro, do amanhã, do possível, de uma ideia; é o futuro a fazer, um amanhã a concretizar, um possível a transformar em real, uma ideia a transformar em ato" (<BIBLIOGRAFIA2> MACHADO</BIBLIOGRAFIA2>, 2000). </DESTAQUE><BIBLIOGRAFIA2> MACHADO, N.J. Educação: projetos e valores. São Paulo: Escrituras, 2000. </BIBLIOGRAFIA2></TELA2><TELA3> <TITULO>Atividade-1.1 – Meu projeto pessoal/profissional</TITULO>
É comum que as pessoas ao longo da vida tenham sonhos e ideais. São eles que nos mobilizam a superar dificuldades, a estabelecer metas, a construir um projeto visando a concretização de um ideal. Nesta atividade, você é convidado para fazer uma introspecção identificando algum aspecto do seu projeto pessoal/profissional que gostaria de relatar e compartilhar com os colegas da turma. Para realizá-la, siga as <ORIENTACAO> orientações. </ORIENTACAO><ORIENTACAO>Orientações:
1.Escrever o relato no Editor de textos do BrOffice,  com cerca de 250 a 300 palavras.
2.Salvar o documento na pasta “Meus documentos” atribuindo um nome que facilite a sua identificação, da seguinte forma: ativ-1_1seunome.       Por exemplo: para esta atividade realizada pela Ana Lúcia Pereira, o nome do arquivo será: ativ-1_1Aluciap
3.Postar o arquivo desta atividade na Biblioteca em Material do Aluno, tema “Projeto pessoal/profissional”.  
4.Acessar as atividades elaboradas pelos colegas, que estão disponíveis no acervo da Biblioteca do Material do Aluno, para conhecer seus projetos.
5.Entrar no Fórum “Meu projeto pessoal/profissional” para deixar um comentário sobre os relatos dos colegas.</ORIENTACAO></TELA3>
<TELA4> <TITULO>Um pouco da história</TITULO>

Fazendo um resgate histórico vamos conhecer as ideias de alguns educadores que influenciaram a educação.  Nesse percurso, ficam evidenciados os princípios que surgiram como ideário de educação e, muitos deles continuam presentes e ressignificados nas propostas atuais do trabalho com projetos em sala de aula.Veja a <ANIMACAO>linha do tempo!</ANIMACAO><ANIMACAO>linha_do_tempo.swf</ANIMACAO></TELA4>
<TELA5>No século XVIII <SAIBAMAIS2> Pestalozzi </SAIBAMAIS2> e <SAIBAMAIS3> Froebel </SAIBAMAIS3> defenderam a importância de desenvolver uma educação voltada para os interesses e necessidades das crianças, valorizando a experimentação prática.<SAIBAMAIS4> Decroly </SAIBAMAIS4> e <SAIBAMAIS5>Montessori </SAIBAMAIS5> apontaram a necessidade de trabalhar com os métodos ativos. Montessori enfatizou a importância da atividade livre e da estimulação sensório-motora e Decroly criou os centros de interesses, nos quais os alunos escolhiam o que desejavam aprender, construído o próprio currículo a partir de suas curiosidades e interesses.Na década de 20, <SAIBAMAIS6> Dewey </SAIBAMAIS6> e <SAIBAMAIS7>Kilpatrick</SAIBAMAIS7> enfatizaram a importância da escola ser um espaço vivo e aberto para a realidade, defendendo que as crianças adquiram experiência e conhecimento pela resolução de problemas práticos, em situações sociais. Dewey criou a escola ativa, fundamentada na motivação e no interesse espontâneo dos alunos para a descoberta, por meio da experiência pessoal e das informações que serão assimiladas.  Um dos princípios da teoria de Dewey que nos dias atuais vem sendo bastante destacada nas propostas pedagógicas é o aprender-fazendo experiências que o aluno ativamente pode se envolver com a própria aprendizagem. Dewey foi o grande sistematizador da Pedagogia de Projetos e  Kilpatrick desenvolveu o <SAIBAMAIS8> Método de Projetos </SAIBAMAIS8>, com base na teoria da experiência, cujos  pressupostos partem de problemas reais do cotidiano do aluno.<SAIBAMAIS2>Para saber mais acesse o site: <LINK>on-line <URL>http://www.centrorefeducacional.com.br/pestal.html</URL></LINK> ou <LINK> local <URL> Eixo1-Texto2.pdf</URL></LINK></SAIBAMAIS2><SAIBAMAIS3> Para saber mais acesse o site: <LINK>on-line <URL>http://educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem/friedrich-froebel-307910.shtml</URL></LINK> ou <LINK> local <URL> Eixo1-Texto3.pdf</URL></LINK></SAIBAMAIS3><SAIBAMAIS4> Para saber mais acesse o site: <LINK>on-line<URL>http://revistaescola.abril.com.br/historia/pratica-pedagogica/primeiro-tratar-saber-forma-unica-423099.shtml </URL></LINK> ou <LINK>local<URL>Eixo1-Texto4.pdf</URL></LINK></SAIBAMAIS4><SAIBAMAIS5>Para saber mais acesse o site: <LINK>on-line<URL>http://www.centrorefeducacional.com.br/montesso.html</URL></LINK> ou <LINK>local<URL>Eixo1-Texto5.pdf</URL></LINK></SAIBAMAIS5><SAIBAMAIS6>Para saber mais acesse o site: <LINK>on-line 1<URL>http://www.curriculosemfronteiras.org/classicos/teiapple.pdf</URL></LINK> ou <LINK>on-line 2<URL>http://revistaescola.abril.uol.com.br/historia/pratica-pedagogica/john-dewey-428136.shtml </URL></LINK> ou <LINK>local<URL> Eixo1-Texto6.pdf </URL></LINK></SAIBAMAIS6><SAIBAMAIS7> Para Kilpatrick as atividades escolares deveriam partir de problemas reais, do dia-a-dia do aluno, rompendo dessa forma, com as barreiras entre as diferentes áreas do conhecimento. (KILPATRICK, 1978) </SAIBAMAIS7><SAIBAMAIS8> Um projeto didático, segundo Kilpatrick deve apresentar as seguintes características: (1) uma atividade motivada por uma intenção; (2) um plano de trabalho, de preferência manual; (3) uma diversidade globalizada de ensino; (4) um ambiente natural. </SAIBAMAIS8></TELA5><TELA6> Na década de 30, <SAIBAMAIS9> Célestin Freinet </SAIBAMAIS9>, propôs uma pedagogia de busca e de experiências, favorecendo a criança um papel ativo voltado para o trabalho e atividade em grupo, vivenciando situações de cooperação e a pesquisa do meio, bem como o envolvimento do aluno em atividades/projetos criativos.O educador brasileiro <SAIBAMAIS10> Freire </SAIBAMAIS10>, mundialmente conhecido, na década de 60, foi responsável por introduzir o debate político e a realidade sociocultural no processo escolar com a educação libertadora e os denominados <GLOSSARIO1>temas geradores </GLOSSARIO1>. Para Freire o ato de conhecer tem como pressuposto fundamental a cultura do educando, não para cristalizá-la, mas como ponto de partida para que ele avance na leitura do mundo, compreendendo-se como sujeito da história. Enfatiza o  diálogo entre o conhecimento que o aluno traz, enquanto sujeito histórico, e a construção de um saber. Os fundamentos da pedagogia de Freire humanista e emancipatória orientam o professor para o desenvolvimento de estratégias pedagógicas que privilegiem a indagação, a curiosidade, a busca do rigor científico e a reflexão crítica do aluno.<CITACAO> “...ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção” (<BIBLIOGRAFIA3> FREIRE </BIBLIOGRAFIA3>, 1996, p. 52).</CITACAO> É importante o professor compreender que o aluno aprende em situações funcionais, quando ele vê sentido na atividade que realiza, proporcionando-lhe o estabelecimento de um sentido pessoal com aquilo que está aprendendo.<CITACAO>“...o sentido é produzido por estabelecimento de relação dentro de um sistema, ou nas relações com o mundo ou com os outros” (<BIBLIOGRAFIA4> CHARLOT</BIBLIOGRAFIA4>, 2000, p.56).</CITACAO><SAIBAMAIS9> Saiba mais em: <LINK> on-line <URL> http://revistaescola.abril.com.br/historia/pratica-pedagogica/mestre-trabalho-bom-senso-423309.shtml </URL></LINK> ou <LINK> local <URL>Eixo1-Texto7.pdf</URL></LINK></SAIBAMAIS9><SAIBAMAIS10> Conheça o portal do Instituto Paulo Freire em: <LINK>http://www.paulofreire.org/<URL>http://www.paulofreire.org/</URL></LINK> </SAIBAMAIS10> <GLOSSARIO1> Temas e palavras geradores surgiram com a proposta de educação junto com o método de alfabetização de adultos. Freire enfatizou a importância de considerar o repertório cultural do aluno e com esse pressuposto que desenvolveu a metodologia de alfabetização iniciando cm as palavras conhecidas dos alunos. </GLOSSARIO1><BIBLIOGRAFIA3> FREIRE, P. Pedagogia da autonomia. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996. </BIBLIOGRAFIA3><BIBLIOGRAFIA4> CHARLOT, B. Da relação com o saber: elementos para uma teoria. Porto Alegre: Artmed, 2000. </BIBLIOGRAFIA4></TELA6>



<TELA7><B>Atividade-1.2 – Diálogo teórico</B>

Após essa viagem no tempo conhecendo alguns dos teóricos que marcaram uma trajetória de ideais educacionais vamos compartilhar as reflexões sobre tais pressupostos com os colegas da turma. Siga as <ORIENTACAO>orientações</ORIENTACAO>.<ORIENTACAO> <B>Orientação didática:</B>
1.Escolher um dos teóricos apresentados na tela da linha do tempo e faça uma leitura mais detalhada do texto indicado ou em outro que tenha acesso e seja de sua preferência;
2. Destacar um aspecto que considera importante para o trabalho por projeto;
3. Compartilhar com os colegas no Fórum “Diálogo teórico”;
4.Ler as contribuições dos colegas, observando e analisando dentre os aspectos destacados, as ideias convergentes destes educadores em torno do conceito de Projeto.</ORIENTACAO></TELA7>

<TELA8><B>Aprender e ensinar no trabalho com projeto</B>

Como vimos, as ideias acerca do trabalho por projeto não são novas, elas surgiram mais explicitadamente com Dewey e Kilpatrick, que enfatizaram a importância de trabalhar com os alunos a partir de uma situação problemática. E, a partir dos anos 80 e 90, o conceito de Projeto se evidencia no cenário educacional com uma nova dimensão, sendo em parte reflexo dos estudos da teoria construtivista de  <SAIBAMAIS14> Piaget </SAIBAMAIS14>, a qual explica o processo de aprendizagem e a aquisição dos conhecimentos.<FIGURA>piaget.jpeg<ALT> Piaget </ALT> </FIGURA> Para Piaget o conhecimento é construído pelo sujeito, no contexto das interações com outras pessoas e/ou objetos. A construção se dá por meio de dois processos fundamentais de inteligência: a <GLOSSARIO2> assimilação  </GLOSSARIO2> e a<GLOSSARIO3>  acomodação </GLOSSARIO3>, que são componentes de todo equilíbrio cognitivo.<GLOSSARIO2>Refere-se à ação do sujeito sobre o objeto, ou seja, aquela ação em que o sujeito atua sobre o objeto e o transforma pela integração de elementos do objeto às suas estruturas existentes. </GLOSSARIO2> <GLOSSARIO3>Refere-se à transformação que os elementos assimilados podem provocar em um esquema ou em uma estrutura do sujeito. </GLOSSARIO3><SAIBAMAIS14> Saiba mais em: <LINK>on-line<URL>http://revistaescola.abril.com.br/historia/pratica-pedagogica/jean-piaget-428139.shtml</URL></LINK> ou <LINK>local<URL>Eixo1-Texto9.pdf</URL></LINK> </SAIBAMAIS14></TELA8><TELA9>A aprendizagem para Piaget acontece quando o sujeito age sobre os conteúdos específicos, e ele age na medida em que possui estruturas próprias construídas ou em construção. Se as estruturas lógicas do pensamento estão relacionadas com a própria ação do sujeito sobre o meio, isto significa que a educação deve propiciar situações que favoreçam a experimentação, a reflexão e a descoberta. Uma experiência que propicia a construção do conhecimento deve ir além do saber fazer, para envolver a reflexão sobre o saber fazer, a tomada de consciência, a compreensão e a re-elaboração do fazer.  Conhecer como o aluno aprende - seu universo cognitivo - torna-se fundamental para que a ação pedagógica do professor não produza uma ruptura entre o aprender e o ensinar, ou, ainda, não seja exclusivamente centrada nas formas de ensinar(<BIBLIOGRAFIA5> BECKER </BIBLIOGRAFIA5>, 2001) Daí a importância de propiciar o desencadeamento do processo de construção e de reconstrução do conhecimento do aluno, por meio de situações de aprendizagem que favoreçam a autoria do aluno e o processo reflexivo sobre a própria ação. <SAIBAMAIS12> Saiba mais! </SAIBAMAIS12> <SAIBAMAIS12>Para conhecer mais sobre as ideias de Piaget, acesse o site: <LINK>on-line<URL>http://revistaescola.abril.com.br/historia/pratica-pedagogica/jean-piaget-428139.shtml</URL></LINK> </SAIBAMAIS12><BIBLIOGRAFIA5> BECKER, F. Educação e construção do conhecimento. Porto Alegre: Artmed, 2001. </BIBLIOGRAFIA5></TELA9><TELA10>Nos ano 90 <SAIBAMAIS13>Fernando Hernández </SAIBAMAIS13>propõe, na Espanha, um currículo integrado e o desenvolvimento de projetos de trabalho repercutindo no Brasil nas novas propostas de orientação curriculares.Hernandez alerta que para trabalhar com projeto não basta o aluno gostar de um determinado tema, é preciso que o tema seja instigador para o aluno e desperte sua curiosidade por novos conhecimentos. O trabalho por projeto passa a ser adotado em várias escolas, porém com um novo significado, pois <BIBLIOGRAFIA6> Hernández </BIBLIOGRAFIA6> (1998) aponta que o projeto não deve ser visto como uma opção puramente metodológica, mas como uma maneira de repensar a função da escola, o ensino e a aprendizagem. Essa compreensão é fundamental porque aqueles que buscam apenas conhecer os procedimentos e os métodos para desenvolver projetos acabam se frustrando, pois não existe um modelo ideal, pronto e acabado que dê conta da complexidade que envolve a realidade de sala de aula e do contexto escolar.Para conhecer mais sobre as ideias de Fernando Hernádez, leia a <SAIBAMAIS15> resenha </SAIBAMAIS15>do seu livro Transgressão e mudança na educação: os projetos de trabalho. Porto Alegre: ArtMed, 1998. <SAIBAMAIS13>Saiba mais em: <LINK>on-line<URL>http://www.centrorefeducacional.com.br/fehernan.htm</URL></LINK> ou <LINK>local<URL>Eixo1-Texto10.pdf</URL></LINK></SAIBAMAIS13><BIBLIOGRAFIA6> HERNÁNDEZ, F. Transgressão e mudança na educação: os projetos de trabalho. Porto Alegre: Artmed, 1998. </BIBLIOGRAFIA6><SAIBAMAIS15> Disponível no site: <LINK>on-line<URL>http://www.conteudoescola.com.br/site/content/view/88/40/</URL></LINK> ou <LINK>local<URL>resenha do livro transgressao e mudanca na educacao.doc</URL></LINK></SAIBAMAIS15></TELA10><TELA11>O trabalho por projeto permite que o aluno aprenda-fazendo e reconheça a sua autoria naquilo que produz por meio do estudo sobre questões de investigação que lhe impulsionam a contextualizar conceitos já conhecidos e a descobrir outros conceitos que emergem no desenvolvimento do projeto. No projeto, o aluno explora, aplica, busca, interpreta informações e tem a oportunidade de recontextualizar aquilo que aprendeu, estabelecer relações significativas entre os conhecimentos, ampliando o seu universo de aprendizagem.<DESTAQUE>O aluno desenvolve competências para buscar e selecionar <GLOSSARIO4>informações </GLOSSARIO4>, <GLOSSARIO5> tomar decisões </GLOSSARIO5>, trabalhar em grupo, gerenciar confrontos de ideias, solucionar problemas, desenvolver competências interpessoais para aprender de forma colaborativa com seus pares. </DESTAQUE>O trabalho em grupo favorece ao aluno compartilhar suas descobertas, reflexões e questionamentos com seus pares, a criação de vínculos, de companheirismo e de parceria, fortalecendo com isso uma nova maneira de aprender coletiva e colaborativamente.<GLOSSARIO4>Para transformar a informação em conhecimento é preciso que as informações sejam trabalhadas conjuntamente em várias situações de aprendizagem, de modo que o aluno possa estabelecer relações, comparar, diferenciar, experimentar, atribuir significado e sistematizar os conceitos envolvidos num processo contínuo de (re)construção de conhecimentos. </GLOSSARIO4><GLOSSARIO5>Tomar decisão é mais do que resolver um problema, pois implica mobilizar valores, estabelecer raciocínios, enfrentar dilemas e decidir pelo que se julga melhor, mais justo, mais condizente para o sujeito e para a sociedade à qual pertence (MACEDO, 2002, p.127) </GLOSSARIO5></TELA11><TELA12>A teoria de <SAIBAMAIS16> Vygotsky  </SAIBAMAIS16> (1989), enfatiza a importância da interação social no processo de construção das funções psicológicas humanas. O aluno aprende a partir da interação com o meio em que vive, com a realidade e com outras pessoas. Cada ser humano é ao mesmo tempo ativo e interativo.O desenvolvimento do homem resulta de um processo sócio-histórico, sendo o aprendizado de origem social e pautado na interdependência dos indivíduos envolvidos no processo, incluindo aquele que aprende e aquele que ensina e a relação que se estabelece entre eles. Para Vygotsky a linguagem constitui um sistema simbólico de desenvolvimento humano, por meio da qual ocorre a mediação entre o homem, os objetos de conhecimento e as funções mentais superiores e se formam os conceitos. A cultura fornece os sistemas simbólicos de representação do mundo e de negociação de sentidos.
O conceito de mediação é central para a compreensão da natureza sócio-histórica do desenvolvimento humano, pois Vygotsky considera que a interação humana com os objetos é sempre mediada pelos sistemas simbólicos e assim, a construção do conhecimento ocorre pela mediação cultural e não é um processo direto de ação do homem sobre o meio. O professor precisa compreender o desenvolvimento do aluno, considerando os aspectos cognitivos, sócio-históricos e emocionais para que a mediação seja feita de forma significativa. <SAIBAMAIS16> VYGOTSKY, L.S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1989.Para saber mais sobre este autor, acesse o site: <LINK>on-line<URL>http://educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem/lev-vygotsky-307440.shtml</URL></LINK> ou <LINK>local <URL>Eixo1-Texto11.pdf</URL></LINK>  </SAIBAMAIS16></TELA12>

<TELA13>O conceito da zona proximal de desenvolvimento (<GLOSSARIO6> ZPD </GLOSSARIO6>) da teoria de Vygotsky pode orientar a mediação do professor no processo de aprendizagem do aluno, considerando inclusive a sua historicidade. O contexto da escola, por ser essencialmente social, indica que a mediação é desempenhada tanto pelo professor, que tem a intencionalidade pedagógica, como por outros profissionais da escola, pela própria instituição, pelos colegas. Assim, todos podem aprender e ensinar uns com os outros.A mediação do professor é importante também para que os conteúdos envolvidos no projeto sejam compreendidos e sistematizados para que o aluno possa formalizar os conhecimentos colocados em ação. Desse modo, por meio da mediação, o professor pode compreender os conhecimentos que os alunos trazem do cotidiano, ajudá-los a inter-relacionar com outros conhecimentos mobilizados no projeto e chegar a construção de conhecimentos científicos, que se constitui finalidade  da escola na perspectiva da formação integral do aluno. A mediação traduz na prática pedagógica do professor, a intencionalidade e o comprometimento com a qualidade de aprendizagem do aluno, favorecendo-lhe que além da experimentação, da descoberta, a sua ação seja refletida, compreendida formalizada para que atinja outros níveis de desenvolvimento e de estruturas cognitivas majorantes.Para saber mais, leia o texto <SAIBAMAIS17> Articulações entre áreas de conhecimento e tecnologia. Articulando saberes e transformando a prática </SAIBAMAIS17> da Professora Maria Elisabette Brisola Brito Prado.<GLOSSARIO6> O conceito de Zona de Proximal de Desenvolvimento (ZPD),refere-se à distância entre o nível de desenvolvimento atual, caracterizado pela independência do aluno na resolução de problemas, e o nível superior de desenvolvimento potencial, sendo este determinado pela resolução de problemas feitos pelo aluno com colaboração de outros indivíduos (professor, colegas, pais) mais capazes. </GLOSSARIO6><SAIBAMAIS17>PRADO, Maria Elisabette Brisola Brito. Articulações entre áreas de conhecimento e tecnologia. Articulando saberes e transformando a prática. In: ALMEIDA, Maria Elizabeth Bianconcini de; MORAN, José Manuel (Org.). Integração das tecnologias na educação. Brasília: Ministério da Educação/SEED/TV Escola/Salto para o Futuro, 2005. cap. 1, artigo 1.8, p. 54-58. Disponível em:  <LINK>on-line<URL>http://www.tvebrasil.com.br/salto</URL></LINK> ou <LINK>local<URL>integracao das tecnologias na educacao - primeiro capitulo.pdf</URL></LINK></SAIBAMAIS17></TELA13>

<TELA14><B>Interdisciplinaridade</B>

O trabalho por projeto caracteriza-se por uma situação de aprendizagem abrangente, que potencializa a <SAIBAMAIS18>interdisciplinaridade</SAIBAMAIS18> e a <SAIBAMAIS19>transversalidade</SAIBAMAIS19>.  Para o aluno pesquisar e estudar sobre um tema, uma problemática ou questão de investigação ele precisa estabelecer relações significativas entre conhecimentos de áreas distintas. A Interdisciplinaridade é a integração de dois ou mais componentes curriculares na construção do conhecimento de forma global, ou seja, rompendo com os limites das disciplinas. Para isto é necessário desenvolver uma postura interdisciplinar diante do conhecimento, que envolve mudança de atitude, de inclusão; superando a dicotomia entre ensino e pesquisa, a prática e a teoria. (<BIBLIOGRAFIA8>FAZENDA</BIBLIOGRAFIA8>, 1998). A transversalidade pode potencializar situações que valorizam as relações humanas e sociais mais urgentes. Trabalhar transversalmente é permitir que o aluno aprenda conteúdos disciplinares na resolução de problemas de forma contextualizada e entendendo a problemática social e as possibilidades de soluções para os problemas sociais.Para saber mais, leia o texto: <SAIBAMAIS20>Interdisciplinaridade: Refletindo Sobre Algumas Questões </SAIBAMAIS20>da Professora Maria Elisabette B B Prado.<SAIBAMAIS18>No Brasil, a interdisciplinaridade ficou evidenciada no final da década de 60, exercendo influência na elaboração da Lei de Diretrizes e Bases de 1971. Sua presença foi sendo intensificada também nas propostas e práticas educacionais, com a nova LDB de 1996 e com os Parâmetros Curriculares Nacionais - PCN de 1998. </SAIBAMAIS18><SAIBAMAIS19> “O compromisso com a construção da cidadania pede necessariamente uma prática educacional voltada para a compreensão da realidade social e dos direitos e responsabilidades em relação à vida pessoal e coletiva e a afirmação do princípio da participação política. Nessa perspectiva é que foram incorporados como Temas Transversais as questões de Ética, da Pluralidade Cultural, do Meio Ambiente, da Saúde, da Orientação Sexual e do Trabalho e Consumo” (PCN,  p.17) </SAIBAMAIS19><BIBLIOGRAFIA8>FAZENDA, I.C. Didática e interdisciplinaridade. Campinas, SP: Papirus, 1998. </BIBLIOGRAFIA8><SAIBAMAIS20>Interdisciplinaridade: Refletindo Sobre Algumas Questões  <LINK>local<URL>Eixo1-Texto13.pdf</URL></LINK></SAIBAMAIS20></TELA14><TELA15><B>Atividade-1.3 – Projeto e suas características</B>

Reflita sobre as questões abaixo e debata com os colegas argumentando suas ideias considerando as leituras feitas e suas experiências;Todo projeto é interdisciplinar?É possível desenvolver um projeto focado em um tema de uma determinada área do conhecimento?
<B>Orientações:</B>

1. Ler a entrevista  intitulada <SAIBAMAIS21> Como se trabalha com Projeto </SAIBAMAIS21>feita com a Professora Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida disponível na Revista TVEscola. 
2.Escrever suas considerações e compartilhar com os colegas no Fórum  “Projeto e suas características”  
3. Ler as contribuições dos colegas colocando suas argumentações sobre a temática.<SAIBAMAIS21><LINK>local<URL>Eixo1-Texto14.pdf</URL></LINK></SAIBAMAIS21></TELA15><TELA16>O trabalho com projeto permite romper com as fronteiras disciplinares, favorecendo o estabelecimento de elos entre as diferentes áreas do conhecimento numa situação contextualizada de aprendizagem. No entanto, muitas vezes é atribuído valor para as práticas interdisciplinares, de tal maneira que passa a negar qualquer atividade disciplinar, o que constitui uma visão equivocada. <SAIBAMAIS22>Fazenda </SAIBAMAIS22> (1994) enfatiza que a ação interdisciplinar fortalece as disciplinas sem que haja perda da identidade das mesmas. Trabalhar com projetos significa explicitar uma intencionalidade em um plano flexível e aberto ao imprevisível. O plano é a espinha dorsal das ações que se complementam no andamento das investigações e descobertas que não se fecham a uma única área do conhecimento e tornam permeáveis suas fronteiras <CITACAO>“(...)o projeto rompe com as fronteiras disciplinares, tornando-as permeáveis na ação de articular diferentes áreas de conhecimento, mobilizadas na investigação de problemáticas e situações da realidade. Isso não significa abandonar as disciplinas, mas integrá-las no desenvolvimento das investigações, aprofundando-se verticalmente em sua própria identidade,ao mesmo tempo, que estabelecem articulações horizontais numa relação de reciprocidade entre elas, a qual tem como pano de fundo a unicidade do conhecimento em construção” (<BIBLIOGRAFIA7> ALMEIDA </BIBLIOGRAFIA7>, 2001, pp.58).</CITACAO>Para saber mais, leia o texto: <SAIBAMAIS23> Ensinar e aprender com o computador: a articulação inter-trans-disciplinar </SAIBAMAIS23> da Professora Maria Elizabeth B  de Almeida.<SAIBAMAIS22>FAZENDA, I.C. Interdisciplinaridade: história, teoria e pesquisa. Campinas: Papirus, 1994.Conheça mais algumas ideias abordadas pela Professora Ivani Fazenda sobre Interdisciplinaridade de A a Z, disponível no site:<LINK>on-line<URL>http://www.educacional.com.br/reportagens/educar2001/texto04.asp</URL></LINK> ou <LINK>local <URL>Eixo1-Texto15.pdf</URL></LINK></SAIBAMAIS22><BIBLIOGRAFIA7>ALMEIDA, M.E.B. Educação projetos, tecnologia e conhecimento. São Paulo: PROEM, 2001.</BIBLIOGRAFIA7><SAIBAMAIS23><LINK>local<URL>Eixo1-Texto16.pdf</URL></LINK></SAIBAMAIS23></TELA16>


<TELA17>Um projeto pode partir de uma questão relacionada com uma única área de conhecimento e, em seu desenvolvimento, ir se abrindo e articulando conceitos de outras áreas. Quando isto ocorre, fica evidenciado que o conteúdo disciplinar é importante de ser trabalhado numa perspectiva que não se feche em si mesmo, mas que no processo de busca para compreender um determinado fato ou fenômeno seja ampliado o escopo de relações entre as diferentes áreas de conhecimento e o significado dos conceitos incorporados no desenvolvimento do projeto.Por outro lado, pode o ocorrer o inverso, ou seja, iniciar o projeto com uma questão mais abrangente e pouco a pouco ir afunilando em determinado conceito de uma área específica para compreender determinadas particularidades do fato ou fenômeno em estudo. O trabalho por projeto, não tem um modelo a ser seguido. Tem princípios que podem nortear a prática pedagógica. O importante é considerar que o projeto deve estar  comprometido com ações, mas que seja aberto e flexível ao novo. A todo o momento o aluno e o professor podem rever a <GLOSSARIO7> descrição  </GLOSSARIO7>inicial do projeto, prevista para poder levar adiante sua execução e reformulá-la conforme as necessidades do contexto e os interesses dos participantes envolvidos. Para saber mais, leia o texto <SAIBAMAIS24>Projeto: uma nova cultura de aprendizagem </SAIBAMAIS24> da Professora Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida.<GLOSSARIO7>A descrição inicial do projeto se expressa no registro de um planejamento que aluno e professor constroem para organizar suas ações no desenvolvimento do projeto. </GLOSSARIO7><SAIBAMAIS24><LINK>local<URL>Eixo1-Texto17.pdf</URL></LINK></SAIBAMAIS24></TELA17>

<TELA18><B>Atividade- 1.4 – Banco de Projetos</B>

Vamos trabalhar com as boas práticas com projetos usando as tecnologias?A ideia nessa atividade é a de construir coletivamente um banco de projetos, por meio de relato de experiências sobre o desenvolvimento de projetos nas quais vocês tenham participado ou sabem que foram realizadas no contexto da escola ou mais especificamente no trabalho de sala de aula. Para identificar as boas práticas com projetos, perguntem aos seus colegas, aos alunos e funcionários da escola quais eles indicam como boas práticas. Se for possível, envolvam a comunidade para que seus membros ajudem a reconhecê-las. Afinal, esse levantamento poderá ajudá-los a propor novos projetos que sejam motivadores para a comunidade escolar.

<B>Orientações:</B>

1.Elaborar um documento no editor de texto, conforme <SAIBAMAIS25>roteiro</SAIBAMAIS25>, com o relato de uma experiência desenvolvida ou conhecida.  
2. Salvar o documento na pasta “Meus documentos” atribuindo um nome que facilite a sua identificação, da seguinte forma: ativ-1_4seu nome.       Por exemplo: para esta atividade realizada pela Rose Helena Siqueira, o nome do arquivo será: ativ-1_4RoseHS
3.   Postar o arquivo desta atividade na Biblioteca em Material do Aluno, tema “Banco de Projetos”.        
4.   Acessar as atividades elaboradas pelos colegas, que estão disponíveis no acervo da Biblioteca do Material do Aluno, para conhecer seus projetos.

<SAIBAMAIS25>1.Nome do cursista:
2.Identificação do local: nome da escola, série, número de alunos, número de professores, áreas de conhecimentos, outros participantes envolvidos.
3. Título do projeto
4.Características do Projeto (interdisciplinar, disciplinar, disciplinas/conteúdos envolvidos)
5. Descrição geral
6. Tecnologias utilizadas
7. Comentários
8. Referência (se o projeto estiver publicado)</SAIBAMAIS25></TELA18>

<TELA19><B>Projeto e Tecnologia</B>
Quando a tecnologia, mais especificamente o computador, começou a chegar nas escolas públicas, um pouco antes dos anos 90, já havia metodologias de uso baseadas em princípios <SAIBAMAIS26>construcionistas</SAIBAMAIS26> que nortearam o trabalho por projeto nos laboratórios de informática das escolas. No trabalho por projeto com tecnologia, a professora Léa Fagundes foi criadora de uma proposta metodológica de projetos desenvolvidos com alunos usando os recursos computacionais. Esta proposta deu origem ao <SAIBAMAIS27>Projeto Amora  </SAIBAMAIS27>no Colégio de Aplicação da URGS, o qual iniciou-se em 1996, juntamente com uma equipe de educadores e pesquisadores da universidade que atuam até os dias atuais.O Projeto Amora desenvolve-se em uma estrutura diferenciada da escola pública regular, tanto na organização tempo/espaço escolar como no papel do professor, o que favorece a concretização dos princípios construtivistas aliadas às ideias de <SAIBAMAIS28> Papert </SAIBAMAIS28>envolvendo o uso do computador e se constitui como referência para outras experiências. 
Conheça mais as ideias de Papert  assistindo o <VIDEO> vídeo </VIDEO> em que ele e Paulo Freire dialogam sobre a escola, aprendizagem, tecnologia, cultura e conhecimento.<SAIBAMAIS26> <LINK>Construcionistas<URL>podcast-valente-mp3-final.mp3</URL></LINK></SAIBAMAIS26><SAIBAMAIS27><LINK>on-line<URL>http://amora.cap.ufrgs.br/</URL></LINK></SAIBAMAIS27><SAIBAMAIS28><LINK>Papert<URL>seymor papert.doc</URL></LINK></SAIBAMAIS28><VIDEO><LINK>Vídeo sobre Papert<URL>freire e papert.flv</URL></LINK></VIDEO></TELA19>

<TELA20>O Projeto Amora estruturou uma metodologia pedagógica em que o trabalho com projeto deve sempre partir de uma pergunta do aluno e o professor faz suas intervenções no sentido de levantar as dúvidas temporárias e certezas provisórias dos alunos, instigando-os a atitude de pesquisador e produtor do seu conhecimento. Essa metodologia de projeto foi denominada de <SAIBAMAIS29> Projeto de Aprendizagem </SAIBAMAIS29>.Essa metodologia – Projeto de Aprendizagem desenvolve-se com a participação  de uma <SAIBAMAIS30> equipe de professores  </SAIBAMAIS30> que desempenham diferentes funções de forma inter-relacionadas: professor coordenador, professor articulador, professor tutor, professor orientador e professor especialista. Essa experiência do Projeto Amora tem trazido subsídios importantes para a reflexão sobre o trabalho com projeto e como a tecnologia pode ser utilizada pode ser utilizada com os alunos de maneira que desperte a sua criatividade no processo de aprender.A atividade 1.3 -  Banco de Projetos - mostrou um leque de possibilidades pedagógicas de práticas desenvolvidas com projetos usando os recursos tecnológicos. O importante é conhecer as diversas e diferentes maneiras de desenvolver o trabalho com projeto e analisar a sua viabilidade no contexto real da escola e da sala de aula. <REFLETIR> Reflita! </REFLETIR><REFLETIR>O que queremos com o trabalho com projeto em sala de aula? Qual é o papel do professor, do aluno e das tecnologias da informação e da comunicação no desenvolvimento do trabalho com projeto no seu contexto de atuação? </REFLETIR>Para saber mais sobre as implicações envolvidas no trabalho com projetos usando as tecnologias, leia o texto <SAIBAMAIS31>Pedagogia de projetos: fundamentos e implicações </SAIBAMAIS31>da Professora Maria Elisabette Brisola Brito Prado<SAIBAMAIS29><LINK>Projetos de aprendizagem<URL>projetos de aprendizagem.doc</URL></LINK></SAIBAMAIS29><SAIBAMAIS30><LINK>Equipe de professores<URL>equipe de professores.doc</URL></LINK></SAIBAMAIS30><SAIBAMAIS31>PRADO, Maria Elisabette Brisola Brito. Pedagogia de projetos: fundamentos e implicações. In: ALMEIDA, Maria Elizabeth Bianconcini de; MORAN, José Manuel (Org.). Integração das tecnologias na educação. Brasília: Ministério da Educação/SEED/TV Escola/Salto para o Futuro, 2005. cap. 1, artigo 1.1, p. 12-17. Disponível em: <LINK>on-line<URL>http://www.tvebrasil.com.br/salto</URL></LINK> ou <LINK>local<URL>integracao das tecnologias na educacao - primeiro capitulo.pdf</URL></LINK></SAIBAMAIS31></TELA20>

<TELA21>                       O professor trabalha com projetos respeita os diferentes estilos, decisões e ritmos de trabalho dos alunos desde a etapa de planejamento, escolha de tema e respectiva problemática a ser investigada, transformando sua turma de alunos em uma comunidade de aprendizagem e investigação.<DESTAQUE>Não é o professor quem planeja para os alunos executarem, ambos podem ser parceiros e sujeitos de aprendizagem, cada um atuando segundo o seu papel e nível de desenvolvimento. </DESTAQUE>Segundo <BIBLIOGRAFIA8>Almeida </BIBLIOGRAFIA8> (2001), as questões de investigação são formuladas na situação levando em conta as dúvidas, curiosidades e indagações dos alunos a respeito de problemáticas reais e, a partir de seus conhecimentos prévios, valores, crenças e experiências, ocorre a mobilização de aquisições cognitivas e a construção de estratégias para resolver os distintos problemas envolvidos no projeto, cuja superação envolve competências diversas colocadas em ação pela reunião das potencialidades de diferentes pessoas.<CITACAO>“...no desenvolvimento do projeto o professor pode trabalhar com os alunos diferentes tipos de conhecimentos que estão imbricados e representados em termos de três construções: procedimentos e estratégias de resolução de problemas, conceitos disciplinares e estratégicas e, conceitos sobre a aprender” (<BIBLIOGRAFIA9>VALENTE</BIBLIOGRAFIA9>, 2002, p.4).</CITACAO>Para saber mais sobre as questões relacionadas à tecnologia na educação, o trabalho com projeto e a formação e educações, leia o artigo (Capítulo 4) <SAIBAMAIS32> Aprender por Projeto, Formar Educadores  </SAIBAMAIS32>de Pedro Ferreira de Andrade. <BIBLIOGRAFIA8>ALMEIDA, M.E.B. Educação Projetos, tecnologia e conhecimento. São Paulo: PROEM, 2001. </BIBLIOGRAFIA8><BIBLIOGRAFIA9> VALENTE, J. A. Repensando as situações de aprendizagem: o fazer e o compreender. Boletim do Salto para o Futuro, Brasília, 2002.   Disponível em: <LINK>on-line<URL>http://www.tvebrasil.com.br/salto/boletins2002/te/tetxt4.htm</URL></LINK> ou <LINK>local<URL>Eixo1-Texto19.pdf</URL></LINK> </BIBLIOGRAFIA9><SAIBAMAIS32>ANDRADE, P.F. Aprender por projeto, formar educadores. In: VALENTE, J.A. (Org). Formação de educadores para o uso da informática na escola. Campinas. [S.l.]: NIED-UNICAMP, 2003. </SAIBAMAIS32></TELA21><TELA22>                       <B>Atividade- 1.5 – Proposta de Projetos</B>
A partir do diagnóstico sobre as boas práticas com projetos usando as tecnologias no contexto da escola e no trabalho de sala de aula, o próximo passo é que cada cursista pense, dialogue com seus pares (professores e gestores) da escola, para que possa elaborar uma proposta de Projeto a realizar com alunos de modo que estes sejam protagonistas de suas produções. O projeto elaborado nesta atividade será implementado durante o desenvolvimento do Eixo-2 do curso.
<B>Orientações:</B>
1. Anotar os aspectos relevantes que foram observados no Banco de Projetos para apresentar junto à equipe de professores e gestores de sua escola, uma vez que enquanto cursista deverá elaborar e implementar um projeto na sala de aula;
2. Levantar as tecnologias existentes na escola e outros materiais que julgar interessante para o trabalho com projeto;
3. Compartilhar com os colegas da turma no Fórum “Esboçando o Projeto” algumas estratégias: como levantar o tema, como negociar a organização da sala de aula/laboratório e outras atividades do dia-a-dia da escola, como registrar e publicar o processo e o resultado do projeto (uso de blog, portfolio, vídeos, etc); 
4. Elaborar a Proposta do Projeto de como será feito o trabalho com projeto usando as tecnologias com os alunos, na abordagem estudada no curso que enfatiza a importância do aluno ser protagonista de suas produções. Usar o <SAIBAMAIS33>roteiro_Projeto </SAIBAMAIS33>como referencia para elaborar a proposta;
5.Salvar a atividade com o nome do arquivo:  ativ-1_2Projeto_seunome;
6.Postar o arquivo desta atividade na Biblioteca em <B>Material do Aluno</B>, tema “Proposta de Projeto”. <SAIBAMAIS33><LINK>Roteiro de proposta de projeto<URL>roteiro de proposta de projeto.doc</URL></LINK></SAIBAMAIS33></TELA22>


<TELA23>                      <B>Projetos e Tecnologias: algumas implicações</B>
É importante que o desenvolvimento do projeto seja tratado como uma organização aberta, que permite a articulação entre as informações e a aplicação de conceitos conhecidos com  novos aspectos decorrentes daquilo que foi projetado e colocado em ação, tais como: questões que resgatam, redimensionam experiências e/ou as descobertas dos alunos.Para isto o professor precisa estar atento, acompanhando o processo de aprendizagem dos alunos e tendo clareza de suas intencionalidades pedagógicas. O conhecimento do ponto de vista técnico e pedagógico sobre as especificidades e implicações envolvidas no uso dos recursos tecnológicos dá ao professor condições de elaborar seus projetos de sala de aula incorporando de maneira significativa a tecnologia aos conteúdos curriculares, envolvendo questões transversais e dando o caráter interdisciplinar ao conhecimento tratado na globalidade em seu fazer pedagógico.</TELA23><TELA24>A realização do trabalho com projeto com os alunos requer muitas vezes, sensibilizar os demais atores da comunidade escolar quanto às possibilidades do uso da tecnologia em novas prática pedagógicas. É importante que a escola desenvolva projetos de dimensões distintas, próprias de cada instância do contexto educacional, porém de forma articulada.  O <B>projeto da gestão escolar</B>, expressando seu compromisso político, administrativo e pedagógico poderá viabilizar o <B>projeto de sala de aula</B> do professor, retratando a sua intencionalidade pedagógica, que por sua vez, visa propiciar o desenvolvimento do <B>projeto do aluno</B>, revelando seus interesses para o aprendizado significativo. <CITACAO>O fato de o professor ter o projeto de sala de aula não significa que este deverá ser executado pelo aluno. Cabe ao professor elaborar projetos para a criação de situações que propiciem aos alunos desenvolverem seus próprios projetos (<BIBLIOGRAFIA10> PRADO </BIBLIOGRAFIA10>, 2005).</CITACAO><REFLETIR>Reflita! </REFLETIR><REFLETIR>Os conteúdos previstos para serem estudados numa determinada série são possíveis de serem abordados no projeto? Como isto pode ser feito em sua prática pedagógica? </REFLETIR><BIBLIOGRAFIA10> PRADO, Maria Elisabette Brisola Brito. Pedagogia de projetos: fundamentos e implicações. In: ALMEIDA, Maria Elizabeth Bianconcini de; MORAN, José Manuel (Org.). Integração das tecnologias na educação. Brasília: Ministério da Educação/SEED/TV Escola/Salto para o Futuro, 2005. cap. 1, artigo 1.1, p. 12-17. Disponível em: <LINK>on-line<URL>http://www.tvebrasil.com.br/salto</URL></LINK> ou <LINK>local<URL>integracao das tecnologias na educacao - primeiro capitulo.pdf</URL></LINK> Acesso em: 12 jul. 2009</BIBLIOGRAFIA10></TELA24>

<TELA25>Se fizermos do projeto uma camisa-de-força para todas as atividades escolares, estaremos engessando a prática pedagógica (<BIBLIOGRAFIA11>ALMEIDA</BIBLIOGRAFIA11>, 2001).
No contexto da sala da aula, existem momentos em que outras estratégias pedagógicas, diferentes do trabalho com projetos, precisam ser colocadas em ação para que o aluno possa aprender e formalizar o conhecimento sobre determinados conceitos.O professor precisa ter abertura e flexibilidade para relativizar a sua prática e as estratégias pedagógicas para que o aluno possa (re)construir o conhecimento.Isto implica criar situações mais localizadas, que permite ao aluno entender as particularidades dos conceitos, inclusive para integrá-los no âmbito mais global no projeto.<BIBLIOGRAFIA11>ALMEIDA, M.E.B. Educação projetos, tecnologia e conhecimento. São Paulo: PROEM, 2001. </BIBLIOGRAFIA11></TELA25><TELA26>                      <B>Avaliação e projeto</B>
Segundo<BIBLIOGRAFIA12> Almeida </BIBLIOGRAFIA12> (2001), a avaliação de projeto desenvolvido pelos alunos com a mediação do professor pode ser feita em termos de processos e produtos.As tecnologias da informação e  comunicação trazem contribuições  fundamentais para o registro de processos e produtos e na recuperação de tais informações , favorecendo a reflexão e a reformulação. A concepção de avaliação coerente com o trabalho por projetos tem caráter formativo e processual, pois assume que o aluno é um ser ativo e interativo e o conhecimento é algo inacabado em contínuo processo de reconstrução. Nessa perspectiva a relação dialógica entre avaliador e avaliado pressupõe um acompanhamento contínuo dos processos de construção de conhecimento e aprendizagem do aluno em função da regulação e da autorregulação, contribuindo para que os sujeitos se tornem agentes de transformação social. Esse acompanhamento orienta as decisões do professor sobre as estratégias mais adequadas para propiciar a aprendizagem dos alunos. Na concepção de <BIBLIOGRAFIA13>Cappelletti </BIBLIOGRAFIA13> (2002, p. 32-33) a avaliação permite compreender as representações dos alunos e suas implicações na reconstrução do conhecimento:<CITACAO>Esse processo desencadeia uma intervenção intencional de estudos, reflexões, re-leituras, gerando nas ações/decisões um movimento de problematização e re-significação na direção de transformações qualitativas.</CITACAO>Cabe destacar que todo processo avaliativo deve ser precedido de uma análise sobre questões fundamentais, tais como enunciadas por Paulo Freire:<DESTAQUE>Quem avalia? Para que avaliar? O que avaliar? Como avaliar? Quais são os critérios de avaliação?</DESTAQUE><BIBLIOGRAFIA12>ALMEIDA, M.E.B. Educação projetos, tecnologia e conhecimento. São Paulo: PROEM, 2001. </BIBLIOGRAFIA12><BIBLIOGRAFIA13>CAPPELLETTI, I. F. Avaliação de currículo: limites e possibilidades. In: ______. (Org.). Avaliação de políticas e práticas educacionais. São Paulo: Articulação Universidade/Escola, 2002. </BIBLIOGRAFIA13></TELA26><TELA27><B>Atividade 1.6 - Reflexão sobre a aprendizagem</B>
A partir das leituras, debates, indagações, produções elaboradas, cada participante pode revisitar suas experiências e aprendizagens acerca da temática desse Eixo de estudo. Esse, é um momento pessoal de registro do seu processo de introspecção.
<B>Siga as <ORIENTACAO>orientações</ORIENTACAO></B>.
<ORIENTACAO> <B>Orientações:</B>
1.Acessar o item Diário de Bordo
2.Selecionar seu nome na listagem 
3.Escrever sua reflexão no espaço próprio do Diário de Bordo.</ORIENTACAO></TELA27></UNIDADE1>