Segundo Almeida (2001), a avaliação de projeto desenvolvido pelos alunos com a mediação do professor pode ser feita em termos de processos e produtos.As tecnologias da informação e comunicação trazem contribuições fundamentais para o registro de processos e produtos e na recuperação de tais informações , favorecendo a reflexão e a reformulação. A concepção de avaliação coerente com o trabalho por projetos tem caráter formativo e processual, pois assume que o aluno é um ser ativo e interativo e o conhecimento é algo inacabado em contínuo processo de reconstrução. Nessa perspectiva a relação dialógica entre avaliador e avaliado pressupõe um acompanhamento contínuo dos processos de construção de conhecimento e aprendizagem do aluno em função da regulação e da autorregulação, contribuindo para que os sujeitos se tornem agentes de transformação social. Esse acompanhamento orienta as decisões do professor sobre as estratégias mais adequadas para propiciar a aprendizagem dos alunos. Na concepção de Cappelletti (2002, p. 32-33) a avaliação permite compreender as representações dos alunos e suas implicações na reconstrução do conhecimento: Esse processo desencadeia uma intervenção intencional de estudos, reflexões, re-leituras, gerando nas ações/decisões um movimento de problematização e re-significação na direção de transformações qualitativas. Cabe destacar que todo processo avaliativo deve ser precedido de uma análise sobre questões fundamentais, tais como enunciadas por Paulo Freire: Quem avalia? Para que avaliar? O que avaliar? Como avaliar? Quais são os critérios de avaliação?