<UNIDADE2><TITULO>Elaboração de projetos EIXO 2: Currículo</TITULO>

<TELA1> <B> Contextualização do tema:</B>

<FIGURA1>figura criancas usando o computador.jpg<ALT>Crianças usando o computador </ALT></FIGURA1>
No eixo 2 do curso <B>Elaboração de Projetos</B>, nos dedicaremos ao desenvolvimento do PITEC – Projeto Integrado de Tecnologia no Currículo, em articulação com estudos que propiciem melhor compreender o que seja o currículo que se constrói à medida que se desenvolve o projeto.  
Para que o desenvolvimento de projetos traga efetivas contribuições à aprendizagem e propicie uma educação de qualidade, é fundamental considerar os instrumentos e linguagens que fazem parte da cultura da atual geração de alunos que hoje frequenta as escolas e vive na cultura digital da televisão com controle remoto, do telefone celular, do computador, mouse e internet. Ainda que muitas vezes poucos desses recursos estejam em seus lares, as crianças e jovens dessa geração estão mergulhadas na sociedade digital!
O vídeo <VIDEO1>Fronteiras Digitais</VIDEO1> pode ilustrar nossa preocupação diante dos desafios colocados a nós educadores pelos novos modos de se comunicar, pensar, agir e aprender que caracteriza a geração digital.
<VIDEO1><LINK>local<URL>video fronteiras digitais.flv</URL></LINK></VIDEO1>
</TELA1>

<TELA2>Compreendemos que o mundo mudou! A sociedade atual se estrutura de modo diferente daquele que nos era familiar quando ocupávamos os bancos escolares e fazemos grandes esforços para propiciar aos nossos filhos o acesso às TIC, pois ter fluência tecnológica significa maiores possibilidades de inserção social.

Sabemos também que as crianças e jovens de hoje desenvolveram formas diferentes de se comunicar, brincar e aprender, além de terem outra noção de distância, tempo e espaço.

Logo, consideramos que os alunos que frequentam as escolas públicas também possam aprender com a integração das novas mídias e tecnologias às atividades curriculares.
Dados do IBOPE/NetRatings e da <SAIBAMAIS1>Folha de S. Paulo Online</SAIBAMAIS1> informam que o <SAIBAMAIS2>acesso à Internet nos lares </SAIBAMAIS2> brasileiros engloba também as classes populares e, no primeiro trimestre de 2008, foram identificados 22,7 milhões de usuários, indicando aumento de 40% em relação ao mesmo período no ano anterior. Este aumento é muito superior ao ocorrido na mesma época em outros países como França, Estados Unidos, Japão e Alemanha. O total de internautas brasileiros que têm acesso à Internet em algum local (residência, trabalho, telecentro, cibercafé etc.) é da ordem de 40 milhões de pessoas.
<SAIBAMAIS1>Folha de S. Paulo Online <LINK>on-line<URL>http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u416776.shtml</URL></LINK> ou <LINK>local<URL>Internet no brasil chega a mais de 40 milhoes de pessoas.doc</URL></LINK>
</SAIBAMAIS1>

<SAIBAMAIS2>
Acesso à Internet nos lares: <LINK>on-line<URL>http://idgnow.uol.com.br/internet/2008/04/24/com-impulso-da-classe-c-internautas-residenciais-chegam-a-22-7-milhoes/</URL></LINK> ou <LINK> local<URL>Internautas residenciais brasileiros na lideranca.doc</URL></LINK>
</SAIBAMAIS2>
</TELA2>

<TELA3><B>Atividade 2.1 – Painel da Proposta do Projeto </B>
Nesse momento de encontro presencial, os participantes do curso deverão compartilhar com os colegas da turma a proposta do projeto elaborada na atividade 1.5. Esse projeto deverá ser desenvolvido – colocado em ação – durante a realização do eixo 2 do curso. 
Isto significa que nesse eixo estaremos estudando as questões relacionadas ao Currículo e tecnologias e, ao mesmo tempo, desenvolvendo uma ação contextualizada que se refere à concretização das ações do projeto proposto.

<B>Orientações:</B>
1. Organizar as apresentações usando os recursos da tecnologia, prevendo o tempo de 10 minutos de apresentação para cada cursista; 
2. Salvar a atividade com o nome do arquivo:                                                               ativ-2_1Apres_Projeto_seunome;
3. Postar o arquivo desta atividade na Biblioteca em Material do Aluno, tema “Apresentação do Projeto”.  
4. Participar da constituição de um <SAIBAMAIS3>Painel </SAIBAMAIS3> que sintetize as principais características das propostas, de modo que todos possam ter uma visão panorâmica dos projetos elaborados pelos cursistas;
5. Anotar dúvidas e sugestões para o debate e os aspectos vislumbrados nas propostas apresentadas, que sejam apropriados para serem incorporados em seus projetos.

6.	Participar da “roda reflexiva coletiva” discutindo os aspectos levantados na turma. 
<SAIBAMAIS3>A estrutura proposta para o painel deve conter as seguintes informações, entre outras salientadas pelo professor: tema, série/ano, disciplinas, objetivos e avaliação da aprendizagem.
	</SAIBAMAIS3>
	</TELA3>
<TELA4>Ao longo dos últimos anos, temos participado ou observado em diferentes contextos de trabalho os esforços de professores para desenvolver atividades pedagógicas com o uso das TIC com seus alunos, pois compreendem que deste modo podem incorporar na escola os instrumentos culturais do mundo de seus alunos.

Tais observações e o acesso à bibliografia de referência no Brasil e em diferentes países permitem identificar que o uso das TIC no desenvolvimento de projetos pedagógicos traz novas perspectivas ao desenvolvimento do currículo e ao fazer do professor.

Conforme lembra a autora <BIBLIOGRAFIA1>Thurler (2001)</BIBLIOGRAFIA1>, um projeto tem maiores chances de se concretizar quando seus objetivos são realistas, uma vez que o projeto “necessita, em primeiro lugar, explorar os possíveis, depois cristalizar uma escolha, a seguir especificar o que se quer e o que se pode e, enfim, realizar, ou seja, passar à ação (DEVELAY, 1994, p. 25)”.

<BIBLIOGRAFIA1> THURLER, Monica Gather. Inovar no interior da escola. Porto Alegre: Artmed, 2001.
Para sabe mais sobre:<LINK>on-line<URL>http://www.midiamix.com.br/eb/exe/texto.asp?id=429</URL></LINK> ou <LINK>local<URL>Eixo2 - Texto1.pdf</URL></LINK> 
</BIBLIOGRAFIA1>
<REFLETIR>Reflita! </REFLETIR>

<REFLETIR>
Que currículo é este que se desenvolve em projetos com o uso de tecnologias?
O que compreendemos por currículo?
</REFLETIR>

</TELA4>

<TELA5>
A compreensão sobre Currículo e Projetos com o uso das TIC se torna mais significativa quando trabalhamos com a pedagogia de projetos em ações concretas de proposição e desenvolvimento de projetos, a partir das quais analisamos as concepções que as fundamentam. 

Nesse sentido, no eixo 1 deste curso, ao mesmo tempo em que estudaram a concepção de projeto, vocês refletiram sobre a ação concreta em sala de aula para elaborar um projeto de uso das TIC. 

Este projeto que foi apresentado no segundo encontro presencial do curso pode ser refeito a partir da análise e das considerações feitas pelos seus pares e o formador. Agora o próximo passo é desenvolver o projeto no contexto concreto da prática pedagógica com alunos da classe escolhida como protagonista desta ação.

O conceito de <SAIBAMAIS4> protagonismo juvenil </SAIBAMAIS4>tem diferentes interpretações, que nos cabe compreender para que, ao criarmos situações pedagógicas que promovam o protagonismo de nossos alunos, possamos evitar ações centradas no ativismo social acrítico e compensatório do ponto de vista psicológico ou ações que estimulam adaptação dos alunos às dificuldades socioeconômicas a que muitas vezes são submetidos. 
<SAIBAMAIS4>O sentido do termo "protagonismo" (origem do grego prótagónistês, que significa o personagem principal do teatro grego clássico, em torno do qual se construía a trama) indica hoje a pessoa que tem um papel destacado num acontecimento, em especial. 
Devido essa origem semântica, para indicar uma ação social de caráter democrático vinculada com a formação para a cidadania responsável, ao invés de usar a palavra protagonismo, alguns autores adotam os termos participação, participação social, ou intervenção social, ação solidária, ação cidadã, que envolve crianças, adolescentes e jovens em seu contexto escolar, social ou político.

Para saber mais: 
FERRETTI, Celso J.; ZIBAS, Dagmar M. L.; TARTUCE, Gisela Lobo B. P. Protagonismo juvenil na literatura especializada e na reforma do ensino médio. Cadernos de Pesquisa. vol.34. n.122. São Paulo. maio/ago. 2004. Disponível em:  
<LINK>on-line<URL>http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100-15742004000200007&script=sci_arttext&tlng=es</URL></LINK>. Acessado em: 30 abr. 2009. ou <LINK>local<URL>Eixo2 - Texto2.pdf</URL></LINK> </SAIBAMAIS4>
</TELA5>

<TELA6>
<B>Atividade 2.2 – Compartilhamento do Projeto em ação</B>

Esse espaço de diálogo destina-se ao compartilhamento do processo que cada cursista experiencia no desenvolvimento do Projeto de sala de aula. É importante que relatem as dificuldades encontradas, as estratégias utilizadas e as conquistas, bem como as potencialidades evidenciadas.
Siga as <ORIENTACAO>orientações</ORIENTACAO>.
<ORIENTACAO><ENUM>
1.Identificar o nome do Projeto e o local, por exemplo, Projeto “nome” Ji-Paraná (RO), para que os colegas possam identificá-lo;
2. Descrever sucintamente as questões que deseja compartilhar com seus comentários no <B>Fórum “Projeto em ação”</B>;
3.	Ler as descrições e comentários dos colegas, fazendo suas observações no sentido de contribuir para a análise da turma sobre as experiências particulares de realizar o Projeto de sala de aula.<ENUM>
</ORIENTACAO>

</TELA6>
<TELA7>
<FIGURA2>indios kuikuro.jpg<ALT> indios </ALT> </FIGURA2> Agora que conhecemos as propostas de projetos de toda a turma, vamos conhecer um projeto desenvolvido na aldeia dos índios Kuikuro, situada no Alto Xingu.

Para isto, leiam a reportagem sobre o esforço dos índios Kuikuro para preservar sua cultura por meio do desenvolvimento do projeto <SAIBAMAIS5> Vídeo nas Aldeias </SAIBAMAIS5>, voltado à produção de vídeos curtas-metragens, vários deles premiados em festivais nacionais e internacionais.



Também sugerimos que vocês assistam ao <VIDEO2>vídeo</VIDEO2> produzido pelos índios Kuikuro


<REFLETIR>Reflita!!</REFLETIR>

<SAIBAMAIS5>Vídeo nas Aldeias: <LINK>on-line<URL>http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL76884-6174,00-CAMERA+DIGITAL+PRESERVA+TRADICAO+DOS+INDIOS.html</URL></LINK>. Acessado em: 30 abr. 2009. ou <LINK>local<URL>camera digital preserva tradicao de indios.doc</URL></LINK>
</SAIBAMAIS5>
<VIDEO2>Os indios kuikuro preservam tradicoes com o uso da tecnologia:
<LINK>on-line<URL>http://www.youtube.com/watch?v=fJvkItqA7HU&feature=related</URL></LINK> Acessado em: 30 abr. 2009. ou <LINK>local<URL>video indios kuikuro preservam tradicoes com o uso da tecnologia.flv</URL></LINK></VIDEO2>
<REFLETIR>A produção desse vídeo pode ser caracterizada como um projeto que articula currículo, tecnologia e cultura? Quais evidências vocês identificam a esse respeito? Que conhecimentos, atitudes, valores e procedimentos configuram essa produção? O que é currículo?</REFLETIR>
</TELA7>

<TELA8>
<B>Currículo, uma prática social</B>

Sendo o currículo uma prática social, podemos dizer que no projeto dos índios Kuikuro o currículo se desenvolve desde a concepção do projeto e roteiro, quando foi necessário repensar sobre a cultura e vida dos indígenas.

Em seguida, o currículo se expande e integra o processo de reconstrução e registro da história, contexto e cultura do povo indígena com o uso de instrumentos culturais produzidos pela sociedade globalizada. Esses instrumentos também fazem parte do currículo e estruturam os modos de representação e atribuição de significados dos conteúdos registrados.  

Para chegar à produção do vídeo, foi concebido um projeto e especificado um roteiro, porém, ao comparar o resultado alcançado com a proposta inicial, percebe-se que durante a trajetória da produção ocorreu um processo de transformação. 

O uso de tecnologias para produzir o vídeo e, simultaneamente, registrar o processo desenvolvido ao longo do projeto permite identificar quais conhecimentos mobilizados na ação foram previstos e quais conhecimentos emergiram no andamento da ação sem que fossem previstos a priori. 

Assim, as tecnologias ajudam a registrar processos e produtos envolvidos em um projeto e explicitam os conhecimentos trabalhados, isto é, <B>o currículo vivido</B>.
</TELA8>
<TELA9>
Compreender este contexto de um projeto sociocultural com o uso de tecnologias, cuja trajetória delineia um currículo informal desenvolvido fora do âmbito escolar, permite alargar nossa visão para entendermos o currículo em situação de educação formal.

Muitas vezes o currículo é percebido como um documento que organiza um plano de trabalho educativo com os conteúdos, métodos, estratégias e tempos para as atividades de disciplinas ou áreas de conhecimento, constituindo-se como um conjunto de prescrições que serão dinamizadas na prática pedagógica, o que se assemelha ao roteiro elaborado para a produção de um vídeo.

Também na situação escolar, as estruturas curriculares instituídas a priori nas “grades curriculares” se atualizam e alteram no momento do ato pedagógico, transformando o currículo prescrito, que é reconstruído em função das significações atribuídas no contexto da prática socioeducativa.
</TELA9>
<TELA10>
O currículo construído na ação, isto é, o vivido na prática concreta, pode ser identificado por meio da exploração das características interativas e de registro das TIC, as quais propiciam: <ENUM>Acompanhar e recuperar as trajetórias delineadas no desenvolvimento de projetos;
Reconhecer as narrativas curriculares individuais que expressam as inter-relações entre informações e conhecimentos com o uso de diferentes mídias e linguagens, os significados atribuídos em ato;
Identificar os conhecimentos mobilizados na ação, que se referem tanto aos conhecimentos historicamente produzidos e organizados em materiais didáticos, como aos novos conhecimentos construídos pelos alunos.</ENUM>
Para conhecer mais, leia o texto <SAIBAMAIS6>Os múltiplos conhecimentos: saberes do aluno, saberes do professor; saberes locais, saberes universais</SAIBAMAIS6>, de Zilda Kessel.

<SAIBAMAIS6>Texto publicado no Boletim do Salto para o Futuro. TVESCOLA. Série “ A aventura de conhecer” – Programa 3. set. 2008. Disponível em:<LINK> on-line<URL>http://www.tvebrasil.com.br/salto/boletins2008/aventura/index.htm</URL></LINK>. Acessado em: 15 jun. 2009.<LINK> local <URL>Eixo2 - Texto3.pdf</URL></LINK>
</SAIBAMAIS6>
</TELA10>


<TELA11><DESTAQUE>Vocês já identificaram que o uso de tecnologias na prática pedagógica impulsiona a abertura do currículo para incorporar as experiências dos alunos, seu contexto de vida e o que ocorre no mundo?</DESTAQUE>
Ao utilizar as TIC em atividades curriculares, vislumbramos as possibilidades de abertura de espaços, tempos e conhecimentos tradicionalmente trabalhados na escola; de estabelecer conexões entre a escola, o cotidiano da vida dos alunos e os acontecimentos do mundo; de integrar o local com o global; de abrir as fronteiras para o diálogo e o trabalho integrado entre as disciplinas escolares. 

A integração de tecnologias ao desenvolvimento do currículo na escola e na sala de aula desperta a consciência sobre as tensões entre a organização curricular fechada em disciplinas estanques com conteúdos previamente selecionados e o currículo integrado e aberto às experiências de vida.

A integração significativa das disciplinas e conhecimentos pode propiciar o envolvimento de alunos e professores em atividades socialmente relevantes, auxiliando na interpretação dos fenômenos socioculturais da comunidade, bem como no resgate da ética, das artes, da diversidade e dos valores a serem vividos pela escola por meio de uma atuação prática e tangível.
</TELA11>


<TELA12>As orientações dos <SAIBAMAIS7> Parâmetros Curriculares Nacionais </SAIBAMAIS7> – PCN e os Temas Transversais mostram que a escola tem a tarefa de preparar o aluno para a vida e, para isto, ela precisa ser dotada de competência técnica, ética e social para formar o aluno cidadão crítico e com condições de interagir no meio em que vive. Por isso, o currículo precisa ter relação entre os compromissos pedagógicos e sociais, favorecendo a formação integral do ser humano.

Os temas transversais permitem recontextualizar por meio de atividades os saberes sistematizados e outros trazidos pelos alunos, permitindo com isso desenvolver uma educação aberta, integradora, transformadora e significativa, como espaço de produção de conhecimento entre alunos e professores.

O trabalho por projeto usando os recursos da tecnologia na perspectiva de temas transversais pode contribuir para o desenvolvimento tanto dos conteúdos disciplinares como de uma nova maneira de ser e estar frente à nossa realidade: atitude, comprometimento, engajamento, diversidade de leituras etc.

Para conhecer algumas atividades desenvolvidas na perspectiva do Tema Transversal – Meio Ambiente, usando vários recursos do computador, veja o livro <SAIBAMAIS8> O computador em sala de aula: articulando saberes </SAIBAMAIS8>, das professoras Fernanda M. P. Freire e Maria Elisabette B. B. Prado. 

<SAIBAMAIS7>
Os PCN são referenciais de qualidade elaboradas pelo Governo Federal e publicado em 1998. Essas diretrizes são voltadas, principalmente, para a estruturação e re-estruturação dos currículos escolares. Os PCN configuram-se como uma proposta aberta e flexível, a ser concretizada nas decisões regionais e locais sobre currículos e programas de transformação da realidade educacional empreendidos pelas autoridades governamentais, pelas escolas e pelos professores.
Para saber mais, acesse o site: <LINK>http://portal.mec.gov.br<URL>http://portal.mec.gov.br</URL></LINK>
</SAIBAMAIS7>

<SAIBAMAIS8>
O livro encontra-se disponível no site: <LINK>http://nied.unicamp.br/oea<URL>http://nied.unicamp.br/oea</URL></LINK> ou <LINK>local<URL>o computador em sala de aula - articulando saberes.zip</URL></LINK>
</SAIBAMAIS8>
</TELA12>


<TELA13>É importante ficar claro de que esta forma aberta de conceber o currículo não ser trata em momento algum de propor o abandono do universo de conhecimentos acumulados ao longo do desenvolvimento da humanidade!

A ideia é reconstruir a concepção de escola como espaço de diálogo e de criação de redes colaborativas com o uso de diferentes linguagens de expressão do pensamento que propiciam a interação entre distintas culturas, escolas, contextos, pessoas e objetos de conhecimento, mobilizam pensamentos criativos, novas aprendizagens e busca conjunta de solução para os problemas da humanidade.

Trata-se de conceber a escola “como memória da humanidade, como sistema de construção do saber, de enriquecimento moral e social, um espaço em que se considere cada aluno como um ser humano à procura de si próprio, em reflexão conjunta com os demais e com o mundo que o rodeia” (<BIBLIOGRAFIA2>SILVA</BIBLIOGRAFIA2>, 2001, p. 846).

Para saber mais sobre o tema Tecnologia e Currículo, leia o texto<SAIBAMAIS9> Tecnologia Educativa e Currículo: caminhos que se cruzam ou se bifurcam?</SAIBAMAIS9> , da professora Clara Pereira Coutinho, do Instituto de Educação e Psicologia da Universidade de Braga, Portugal. 

<BIBLIOGRAFIA2>SILVA, Bento Duarte. A tecnologia é uma estratégia. Conferência Internacional Challenges’2001. Braga, Portugal: Universidade do Minho, 2001. </BIBLIOGRAFIA2>

<SAIBAMAIS9>COUTINHO, C. P. Tecnologia educativa e currículo: caminhos que se cruzam ou se bifurcam? VII Colóquio Sobre Questões Curriculares. 2006. Disponível em: <LINK>on-line<URL>https://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/6468/1/Texto%20Col%20QC%202006.pdf</URL></LINK> ou <LINK>local<URL>Eixo2 - Texto4.pdf</URL></LINK>
</SAIBAMAIS9>
</TELA13>


<TELA14>
<B>Atividade 2.3 – Currículo e suas características</B>

Considerando a temática abordada nesse eixo, vamos compartilhar com a turma o entendimento de cada um sobre a seguinte pergunta: Como se caracteriza o currículo que se desenvolve com o uso de computadores e Internet nas atividades de sala de aula?
Siga as <ORIENTACAO>orientações!</ORIENTACAO>
<ORIENTACAO>
1. Refletir sobre a  questão colocada;
2.Escrever suas considerações e compartilhar com os colegas no Fórum  “Currículo e suas características”;  
3. Ler as contribuições dos colegas colocando suas argumentações sobre a temática.
</ORIENTACAO>
</TELA14>

<TELA15>
<CITACAO>“O currículo é um elemento central na definição daquilo que nós somos, daquilo que seremos futuramente. É nesse sentido que o currículo é, sem dúvida, crucial nesta definição das identidades dos nossos alunos. E isso nos obriga a constantemente refletir sobre: que identidades estaríamos formando na escola e que identidade nós desejaríamos, então, formar nesse mundo em que estamos vivendo?” (MOREIRA, 2008).</CITACAO>

O autor se refere à importância de o currículo escolar estar em consonância com a sociedade plural em que vivemos hoje. Para tanto, é importante que a escola conceba o currículo como um conjunto de experiências de aprendizagem.

Assim, o currículo é um processo intencional e prático no qual os principais atores, isto é, os protagonistas, são os professores e os alunos. 

Leia a <SAIBAMAIS10>entrevista</SAIBAMAIS10> do autor Antonio Flávio Moreira, reconhecido pesquisador brasileiro da área de currículo. 
<SAIBAMAIS10>Entrevista com antonio flavio barbosa moreira
<LINK>on-line<URL>http://www.tvbrasil.org.br/saltoparaofuturo/entrevista.asp?cod_Entrevista=28</URL></LINK> ou <LINK>local<URL>Entrevista com antonio flavio barbosa moreira.doc</URL></LINK></SAIBAMAIS10>
</TELA15>


<TELA16>                  
<FIGURA3>figura criancas em sala de aula usando laptop.jpg<ALT>criancas em sala de aula usando laptop</ALT></FIGURA3>
<REFLETIR> Reflita! </REFLETIR>
Existem conflitos e desencontros entre diferentes discursos e práticas sobre currículo.
O modelo instituído, caracterizado pela fragmentação e por um sistema que classifica e organiza as atividades escolares no tempo e no espaço, precisa ser revisto. 
A sociedade configurada pela cultura tecnológica das novas gerações acarreta implicações epistemológicas, pedagógicas e culturais e aponta novas tendências para o currículo.
O uso de <SAIBAMAIS11>tecnologias</SAIBAMAIS11> abertas, móveis, imersivas, interativas conectadas à Internet requer um currículo construído na ação, num processo dialético que envolve conteúdos, estratégias pedagógicas, valores, experiências de professores e alunos e diferentes linguagens de representação do pensamento.  


<REFLETIR> Qual currículo é praticado hoje? </REFLETIR>
<SAIBAMAIS11>
Dentre as tecnologias com as características de mobilidade, imersão e conectividade, podemos exemplificar o laptop educacional. Para saber mais ver os blogs: 
Escola Estadual Luciana de Abreu, Porto Alegre, RS:  <LINK>on-line<URL>http://www.lec.ufrgs.br/index.php/Projeto_UCA_-_Um_Computador_por_Aluno</URL></LINK>  

Escola Municipal de Ensino Fundamental Ernani Silva Bruno, São Paulo, SP: <LINK>on-line<URL>http://www.thebolingroup.com/digitalinclusion/downloads/SE_Brazil_RoselideDeusLopes.pdf</URL></LINK> ou <LINK>local<URL>Escola municipal ernani silva bruno.pdf</URL></LINK>

CIEP Rosa da Conceição Guedes, Pirai, RJ: <LINK>http://blog.educacional.com.br/blogclassmate<URL>http://blog.educacional.com.br/blogclassmate</URL></LINK> 

Escola Estadual Dom Alano Marie Du Noday, Palmas, TO: <LINK>http://domalanopalmasto.blogspot.com/<URL>http://domalanopalmasto.blogspot.com/</URL></LINK> 

Escola CEF 1 da Vila Planalto, Brasília, DF: <LINK>http://projeto-uca-df.blogspot.com/<URL>http://projeto-uca-df.blogspot.com/</URL></LINK>
</SAIBAMAIS11>
</TELA16>


<TELA17>
O currículo transforma e é transformador
O currículo como construção social, política e histórica que se constitui na própria ação com o uso de tecnologias se aproxima da concepção de “design emergente” (<BIBLIOGRAFIA3> Cavallo </BIBLIOGRAFIA3>, 2003), que incorpora ao currículo as mudanças provocadas pelo trabalho que se desenvolve a partir das problemáticas contextuais.
Essa perspectiva requer uma postura investigativa do contexto imbuída de ousadia e flexibilidade para lidar com os imprevistos, mas com clareza de propósito.
“Uma postura semelhante a um conjunto de jazz: pode improvisar uma música, mantendo a estrutura da harmonia entre seus elementos e os princípios teóricos de seus estilos” (CAVALLO, 2003, p. 392).
O currículo em ação tem como espinha dorsal o planejamento, o qual dinamicamente se realiza:<ENUM>
no universo significativo dos alunos;
delineando os contornos específicos em ato;
na reconstrução da ação;
na análise dos registros digitais: pela identificação de conhecimentos, competências e atitudes que se explicitam na ação, os quais direcionam as intervenções pedagógicas.</ENUM>
<BIBLIOGRAFIA3>
CAVALLO, D. O design emergente em ambientes de aprendizagem: descobrindo e construindo a partir do conhecimento indígena. Revista Teoria e Prática da Educação. Universidade Estadual de Maringá, PR. vol. 6, n. 14, 2003. Disponível em: <LINK>on-line<URL>http://www.dtp.uem.br/rtpe/volumes/v6n14/v6n14-02-David%20Cavallo.pdf</URL></LINK>. Acessado em: 15 abr. 2009.
<LINK>local<URL>O design emergente em ambientes de aprendizagem.pdf</URL></LINK>
</BIBLIOGRAFIA3>

</TELA17>

<TELA18><B>Atividade 2.4 – Análise do Projeto na ação</B>
Agora que analisamos a concepção de currículo como um processo de construção social, resultante de escolhas que consideram “o que” deve ser aprendido, o “como” ensinar para favorecer a aprendizagem, e principalmente “por que” ensinar certos conhecimentos e não outros, é importante analisar o projeto PITEC em desenvolvimento no contexto da prática pedagógica, em busca de identificar as construções curriculares.  
Para tanto, recomendamos retomar a proposta do PITEC elaborada no Eixo 1 deste curso e interrogar o andamento do projeto em relação aos seguintes aspectos: tema, disciplinas envolvidas, objetivos, ações realizadas, atitudes e valores vivenciados, resultados alcançados.
Orientações:
1. Analise e registre em texto os aspectos indicados conforme orientação em <SAIBAMAIS12>análise do projeto na ação</SAIBAMAIS12>;
2. Salvar a atividade com o nome do arquivo:                                                               ativ-2_4Analise_Projeto_seunome;
3. Postar o arquivo desta atividade na Biblioteca em Material do Aluno, tema “Análise do Projeto”.  

<SAIBAMAIS12> <LINK>Análise do projeto na ação<URL>projeto pitec na acao.doc</URL></LINK></SAIBAMAIS12>
</TELA18>

<TELA19>                      
O Ministério da Educação, por meio da Secretaria de Educação Básica, elaborou no ano de 2007 um documento intitulado <SAIBAMAIS13>“INDAGAÇÕES SOBRE CURRÍCULO. Currículo e Desenvolvimento Humano”</SAIBAMAIS13>, no qual questiona a educação, o conhecimento, a escola e o currículo. 


Este processo de questionamento reorienta a concepção de currículo e sua elaboração em um projeto de sociedade democrática, justa e igualitária, que convive com os avanços tecnológicos, com a multiplicidade de linguagens e instrumentos simbólicos:
A função da escola, da docência e da pedagogia vem se ampliando à medida que a sociedade e, sobretudo, os educandos mudam e o direito à educação se alarga, incluindo o direito ao conhecimento, às ciências, aos avanços tecnológicos e às novas tecnologias de informação. Mas também o direito à cultura, às artes, à diversidade de linguagens e formas de comunicação, aos sistemas simbólicos e ao sistema de valores que regem o convívio social, à formação como sujeitos éticos (Lima et al., 2007, p. 13).

<REFLETIR>Reflita! </REFLETIR>
<SAIBAMAIS13>Indagações sobre currículo. Currículo e Desenvolvimento Humano
<LINK>on-line<URL>http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/Ensfund/indag5.pdf</URL></LINK> ou <LINK>local<URL>indagacoes sobre curriculo.pdf</URL></LINK>
</SAIBAMAIS13>

<REFLETIR>
Diante dessas indagações sobre o currículo, cabe a nós educadores refletir sobre:

Como podemos enfrentar os desafios que levem à concretização do projeto de escola democrática?

Que respostas nos permitem ir além da visão de currículo como conteúdos prontos a serem passados aos alunos?

Como podemos trabalhar com a flexibilização da organização curricular tornando-a adequada para a trajetória de uma sociedade complexa e em contínuo processo de mudança?
</REFLETIR>


</TELA19>
<TELA20>             

A organização do Currículo no processo de escolarização é objeto de estudos e propostas nas políticas educativas do Brasil desde os anos 20, com o <SAIBAMAIS14>Movimento da Escola Nova </SAIBAMAIS14>, a partir das ideias de <SAIBAMAIS15>Anísio Teixeira</SAIBAMAIS15>, <SAIBAMAIS16>Fernando de Azevedo e Lourenço Filho, </SAIBAMAIS16> os quais foram fortemente influenciados pelo pensamento de Dewey e Kilpatrick.

As reformas propostas pela Escola Nova encontraram dificuldade para se concretizar na era Vargas (1930 a 1945) e foram fortemente criticadas durante as décadas posteriores. 

Entretanto, ao instituir a democratização do ensino, a nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9394/96) despertou a necessidade de transformações na escola com vistas à implantação do projeto democrático de nação, o qual impulsiona a ressignificação do currículo escolar como trajetória de formação. 

Isto significa que na escola democratizada o currículo deve ser flexível e contextualizado na realidade local e regional dos alunos, norteado por um projeto pedagógico que articula os interesses, necessidades e demandas dessa realidade com as diretrizes escolares. Para tanto, há que criar situações educativas que promovam o pensamento científico e o desenvolvimento de valores da vida democrática.

<SAIBAMAIS14>
O Movimento da Escola Nova se relaciona com as concepções de John Dewey e Kilpatrick, conforme estudado no Eixo 1 deste curso.
</SAIBAMAIS14>

<SAIBAMAIS15>Em 1963, Anísio Teixeira indicava sinais de esgotamento do modelo unitário de currículo e preconizava um novo papel do professor. Ele dizia:  
O mestre de amanhã lembrará muito mais o bibliotecário apaixonado pela sua biblioteca, o conservador de museu apaixonado pelo seu museu e, no sentido mais moderno, o escritor de rádio, de cinema ou de televisão apaixonado pelos seus assuntos, o planejador de exposições científicas, do que o antigo mestre-escola a repetir nas classes um saber já superado. 

Mais informações podem ser obtidas:
TEIXEIRA, Anísio. Mestres de amanhã. Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos. Rio de Janeiro, vol. 40, nº 92, out./dez., 1963, p.10-19.
<LINK>local<URL>Anisio teixeira mestres de amanha.doc</URL></LINK>
</SAIBAMAIS15>

<SAIBAMAIS16>
Conheça mais sobre a vida e obra de Anísio Teixeira, Fernando de Azevedo e Lourenço Filho em: <LINK>on-line<URL>http://www.youtube.com/watch?v=UJQxKTbMTgs</URL></LINK> ou <LINK>local<URL>video sobre anisio teixeira e fernando de azevedo.flv</URL></LINK>
</SAIBAMAIS16>



</TELA20>
<TELA21>     
Uma das dinâmicas que favorece a aproximação entre a escola e a realidade do aluno, a vivência democrática e se vincula com a pesquisa sobre algo significativo para o aluno baseia-se no desenvolvimento do currículo por meio de projetos, os quais têm sentido quando surgem como a busca de respostas às situações problemas emergentes no cotidiano educativo.

<SAIBAMAIS17>Kilpatrick</SAIBAMAIS17>, ex-aluno de Dewey, defendeu uma concepção de currículo que se constitui na “reconstrução contínua da experiência”, e que utiliza as disciplinas em seu desenvolvimento, mas não se reduz a elas e “não pode ser elaborado antecipadamente com exatidão” (PARASKEVA, 2007, p. 7).


Para Kilpatrick, projeto é uma atividade intencional que ocorre em ambiente social no âmago de uma sociedade democrática (Paraskeva, 2007). 

Paulo Freire (1979) complementa essas ideias ao defender a educação progressista voltada para a transformação do contexto. 


<SAIBAMAIS17>Kilpatrick ressalta que a educação se fundamenta em atos intencionais que fazem da educação a própria vida. Logo, a educação não é apenas a preparação para a vida, mas é, sobretudo, a própria vida feita de projetos. </SAIBAMAIS17> 
</TELA21>
<TELA22>
Nesse sentido, o educador espanhol <SAIBAMAIS18>Fernando Hernandez </SAIBAMAIS18>defende a ideia da reorganização do currículo por projetos de trabalho, os quais partem de uma dúvida inicial, uma curiosidade ou uma inquietação que leve a uma investigação em busca de respostas. Todo projeto de trabalho é comprometido com intenções e conteúdos.

<SAIBAMAIS18>Fernando Hernandez: <LINK>on-line<URL>http://educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem/materias_296380.shtml?page=page1</URL></LINK> ou <LINK>local<URL>fernando hernandez.doc</URL></LINK>
</SAIBAMAIS18>

Por meio de projetos de trabalho os alunos participam de um processo de criação com a intenção de buscar solução para suas questões, mas não interessa apenas localizar as respostas e sim compreender seu significado. 

<SAIBAMAIS19>Saiba mais! </SAIBAMAIS19>
<SAIBAMAIS19>Veja as críticas de Fernando Hernandez e Joana Sancho ao currículo baseado em disciplinas descontextualizadas e sem conexão entre si, em entrevista à Revista Istoé Online: <LINK>on-line<URL>http://www.terra.com.br/istoe/1910/especial_proxima_geracao/1910_espanhois_dao_aula.htm</URL></LINK> ou <LINK>local<URL>Os espanhois dao aula.doc</URL></LINK>
</SAIBAMAIS19></TELA22>

<TELA23>
Ao trazer as ideias de Kilpatrick e Hernandez para o contexto escolar com a presença de tecnologias, apontamos a importância de explicitar a intenção pedagógica em relação aos objetivos, conteúdos previstos das áreas de conhecimento a envolver, atividades a realizar com os respectivos prazos e recursos a empregar.

O <IMAGEMOVER6>desenvolvimento de projetos</IMAGEMOVER6> é um processo comprometido com ações que visam transformar uma situação real problemática em uma situação desejada, que envolve:

Antecipação: descrição inicial do projeto, continuamente revista e reelaborada durante seu desenvolvimento;
Implementação: realização das ações mobilizando informações oriundas de distintas fontes, conhecimentos e estratégias de trabalho;
Reflexão: sobre intenções, processos e resultados, com a articulação e a construção de conhecimentos;
Formalização e sistematização dos conhecimentos aprendidos;
Publicação e compartilhamento de experiências, descobertas, dificuldades, processos e produtos.

<REFLETIR> Reflita! </REFLETIR>

<REFLETIR>Quais as contribuições das TIC ao desenvolvimento de projetos?
Como se desenvolve o currículo por meio de projetos?
</REFLETIR>
<IMAGEMOVER6> 
<FIGURA6>espiral.jpg<ALT>Desenvolvimento de projetos</ALT></FIGURA6>
</IMAGEMOVER6> 
</TELA23>
<TELA24>                     
<B>Atividade 2.5 – Podcast com Léa Fagundes </B>
A <IMAGEMOVER4>professora Léa Fagundes</IMAGEMOVER4> desafia a reflexão colocando a seguinte questão:
Você, educador, está pronto para a cultura digital? 
<SAIBAMAIS20>Ouça </SAIBAMAIS20> as palavras da professora Léa, que levanta esta questão e enfatiza a prioridade desta postura em relação à integração das tecnologias ao currículo.
Siga as <ORIENTACAO>orientações</ORIENTACAO>.
<ORIENTACAO>
1. Refletir sobre a questão colocada;
2.Escrever suas considerações e compartilhar com os colegas no Fórum  “Cultura Digital e Currículo”;  
3. Ler as contribuições dos colegas colocando suas argumentações sobre a temática.
</ORIENTACAO>

<SAIBAMAIS20> <LINK>on-line<URL>http://webcurriculo.wordpress.com/2008/08/09/podcast-com-lea-fagundes/</URL></LINK> </SAIBAMAIS20>


<IMAGEMOVER4>
<FIGURA4>lea fagundes.jpg <ALT>professora Léa Fagundes</ALT></FIGURA4>
</IMAGEMOVER4>
</TELA24>


<TELA25>
O uso do computador como instrumento de mediatização, linguagem de comunicação e expressão do pensamento em todo o desenvolvimento do projeto permite compreender o processo de construção do conhecimento e a espiral de desenvolvimento delineada pelo aluno, compartilhar experiências e conhecimentos e, sobretudo, identificar o currículo construído na ação.

A ideia unificadora é a da atividade intencional que se desenvolve em situação social de experiência democrática.

Tendo em vista essa ideia, a análise de projetos desenvolvidos em outros contextos com o uso das TIC permite ampliar as possibilidades das experiências curriculares com o desenvolvimento de projetos e fornece referências de outros contextos e profissionais com os quais vocês possam estabelecer contatos e com a finalidade de compartilhar experiências.
Diante disso, propomos algumas situações para análise e identificação de aspectos que possam ser recontextualizados para o desenvolvimento de projetos em sua escola.

<SAIBAMAIS21>Saiba mais! </SAIBAMAIS21>



<SAIBAMAIS21>
Projetos educacionais realizados em escolas: <LINK>on-line<URL>http://portaldoprofessor.mec.gov.br/link.html?categoria=15</URL></LINK>
Baú de projetos do Kidlink Brasil: <LINK>on-line<URL>http://www.kidlink.org/portuguese/kidproj/bau.html</URL></LINK>
Projetos: Coisas boas da minha terra e Coisas boas para minha terra: <LINK>on-line<URL>http://www.educarede.org.br/educa/index.cfm?id_comunidade=15</URL></LINK> 
Projeto Gestão da Água Doce, desenvolvido na Escola Secundária da Póvoa de Lanhoso, em Portugal:<LINK>on-line<URL>http://www.esec-povoa-lanhoso.rcts.pt/socrates/index.htm</URL></LINK>
Projeto mão na massa, em educação infantil: <LINK>on-line<URL>http://www.unipli.com.br/mestrado/rempec/img/conteudo/3_-com_a_mao_na_massa_na_medicao_da_terra.pdf</URL></LINK> ou <LINK>local<URL>projeto mao na massa.pdf</URL></LINK>
Projeto agroecologia: <LINK>on-line<URL>http://www.agroecologiaemrede.org.br/upload/arquivos/P325_2005-08-25_142702_445SNO.pdf</URL></LINK> ou <LINK>local<URL>projeto agroecologia.pdf</URL></LINK>
Projeto Vôo – BPF <LINK>on-line<URL>http://voobpf.blogspot.com/</URL></LINK>
</SAIBAMAIS21>
</TELA25>


<TELA26>
Quais as contribuições das TIC ao desenvolvimento de projetos?
O uso das TIC no desenvolvimento de projetos propicia:
<DESTAQUE><ENUM>
Registrar a descrição do projeto, isto é, expressar a intenção e os conhecimentos que a pessoa possui por meio de múltiplas linguagens;
Buscar informações em diferentes fontes;
Mostrar as ações em realização no processo de implementação e os resultados produzidos;
Documentar toda a história do processo de implementação e recuperar essa história a qualquer momento e de qualquer lugar;
Comparar os resultados esperados com aqueles obtidos na implementação;
Refletir sobre as intenções e se os processos e resultados permitem atribuir um pensamento de unidade ao conhecimento produzido;
Atribuir sentido ao conhecimento produzido em situação social;
Identificar o currículo construído no desenvolvimento do projeto.</ENUM>
</DESTAQUE>
</TELA26>


<TELA27>
Qual será o papel de cada educador nesse processo de construção do currículo por projetos com o uso de tecnologias?

<IMAGEMOVER5>Paulo Freire</IMAGEMOVER5>, em Pedagogia da Esperança (2006), deixou uma mensagem essencial para os educadores(as) transformadores: 
É preciso que o educador(a) saiba que o seu “aqui” e o seu “agora” são quase sempre o “lá” do educando. Mesmo que o sonho do educador seja não somente tornar o seu “aqui-agora” com ele, ou compreender, feliz, que o educando ultrapasse o seu “aqui”, para que este sonho se realize tem que partir do “aqui” do educando e não do seu. No mínimo, tem que levar em consideração a existência do “aqui” do educando e respeitá-lo. No fundo, ninguém chega lá partindo de lá, mas de um certo aqui. Isto significa, em última análise, que não é possível ao(a) educador(a) desconhecer, subestimar ou negar os “saberes de experiências feitos” com que os educandos chegam à escola.

<IMAGEMOVER5>
<FIGURA5>Paulo Freire.jpg<ALT>um homem de óculos e barba comprida</ALT></FIGURA5>
</IMAGEMOVER5>

</TELA27>


<TELA28>
<B>Atividade 2.6 - Reflexão sobre a aprendizagem</B>
O que aprendemos sobre currículo por projetos com o uso de tecnologias neste eixo?
A partir das leituras, debates, indagações, produções elaboradas, cada participante pode revisitar suas experiências e aprendizagens acerca da temática desse Eixo de estudo. Este é um momento pessoal de registro do seu processo de introspecção.
Siga as <ORIENTACAO>orientações</ORIENTACAO>.
<ORIENTACAO>
1.Acessar o item Diário de Bordo;
2.Selecionar seu nome na listagem;
3.Escrever sua reflexão no espaço próprio do Diário de Bordo.
</ORIENTACAO>

<BIBLIOGRAFIA5> Referências </BIBLIOGRAFIA5>

<BIBLIOGRAFIA5> Referências Bibliográficas
CAVALLO, David. O design emergente em ambientes de aprendizagem: descobrindo e construindo a partir do conhecimento indígena. Revista Teoria e Prática da Educação. Universidade Estadual de Maringá, PR. vol. 6, n. 14, 2003. Disponível em: <LINK>on-line<URL>http://www.dtp.uem.br/rtpe/volumes/v6n14/v6n14-02-David%20Cavallo.pdf</URL></LINK>. Acessado em: 15 abr. 2009.
COUTINHO, Clara P. Tecnologia educativa e currículo: caminhos que se cruzam ou se bifurcam? VII Colóquio sobre Questões Curriculares, 2006. Disponível em: <LINK>on-line<URL>https://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/6468/1/Texto%20Col%20QC%202006.pdf.</URL></LINK>. Acessado em: 22 abr. 2009.
FERRETTI, Celso J.; ZIBAS, Dagmar M. L.; TARTUCE, Gisela Lobo B. P. Protagonismo juvenil na literatura especializada e na reforma do ensino médio. Cadernos de Pesquisa. São Paulo. vol. 34, n. 122. maio/ago. 2004. Disponível em: <LINK>on-line<URL>http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100-15742004000200007&script=sci_arttext&tlng=es</URL></LINK>. Acessado em: 30 abr. 2009.
FREIRE, Fernanda M. P.; PRADO, Maria Elisabette B B. O computador em sala de aula: articulando saberes. Campinas: UNICAMP/NIED, 2000. Disponível em: <LINK>on-line<URL>http://www.nied.unicamp.br/oea</URL></LINK>  
Freire, Paulo. Educação e mudança. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979.
Freire, Paulo. Pedagogia da esperança: um reencontro com a Pedagogia do Oprimido. Notas de Ana Maria Araújo Freire. 13. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2006.
KESSEL, Zilda. Os múltiplos conhecimentos: saberes do aluno, saberes do professor; saberes locais, saberes universais. Boletim Salto para o Futuro. TVESCOLA. Série “A aventura de conhecer”, set. 2008. Disponível em: <LINK>on-line<URL>http://www.tvebrasil.com.br/salto/boletins2008/aventura/index.htm</URL></LINK>. Acessado em: 15 jun. 2009. 
Lima, Elvira Souza; Beauchamp, Jeanete; PAGEL, Sandra Denise; Nascimento, Aricélia Ribeiro. Indagações sobre currículo: currículo e desenvolvimento humano. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2007. Disponível em: <LINK>on-line<URL>http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/Ensfund/indag1.pdf</URL></LINK> . Acessado em: 25 maio 2009.
MOREIRA, Marco Antonio. Entrevista à TV Escola em 15.10.2008. Disponível em: <LINK>on-line<URL>http://www.tvbrasil.org.br/saltoparaofuturo/entrevista.asp?cod_Entrevista=28</URL></LINK>. Acessado em: 22 abr. 2009.
PACHECO, José Augusto. Currículo: Teoria e Práxis. Porto: Porto Editora, 1996.
PARASKEVA, João. O currículo como reconstrução contínua da experiência. In: KILPATRICK, William. O método de projecto. Mangualde, Portugal: Pedago, 2007.
SILVA, Bento Duarte. A tecnologia é uma estratégia. II Conferência Internacional Challenges’2001. Braga, Portugal: Universidade do Minho, 2001.
TEIXEIRA, Anísio. Mestres de amanhã. Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos. Rio de Janeiro, vol. 40, n. 92, out./dez., 1963, p.10-19.
THURLER, Monica Gather. Inovar no Interior da Escola. Porto Alegre: Artmed, 2001.
ZABALZA, Miguel A. Planificação e desenvolvimento curricular na escola. Porto: Edições Asa, 1992.       
</BIBLIOGRAFIA5>
</TELA28>
</UNIDADE2>